sexta-feira, 11 de maio de 2007

lamento a prisão
desperdiço liberdade

nas sombras delicio-me
ao ponto de esquecer
que do ventre explode um mundo

globo ocular que pulsa quase vivo
no negrume do asfalto
pulso redivivo, hipótese antagônica
do que chamam vida

híbrida ruína
de crer sem ter fé
de ver o vazio da humanidade
eclodindo tal qual larvas
que lentamente consomeme a carne podre

o mofo me faz cócegas
destila em minhas mão
anfôras límpidas
repletas do mais puro rancor

15-10-2002

Um comentário:

luiz claudio disse...

a mesmiçe nun tem vez .com os soldados que empunham a furia com espada e a sapiençia como escudo do rio pra ai e dai pro cozmoz é noiz a vera slow from rio b.f.