domingo, 27 de agosto de 2017

Absolutamente cansado continuo minha senda
Olho tudo, convenço-me da inexistência de todos
Através de um punhado de mecanismos imbecis de aprendizado
Cansado da retórica falha e tosca do “homem”...
Se as pedras envelhecem
Se os ciclo se completam;
Nada disso depende da consciência cronológica do homem...

O “tempo hermético” não pode e nem deveria
Ser chamado de “tempo” ou tampouco de “hermético”
O defeito do humano é contaminar a existência
Com os padrões ínferos da “consciência”,
Fazer do pensamento
Que poderia ser uma ponte inestimável valor para a evolução
Fazer do pensar uma engrenagem imperfeita repletas de supostas perfeições

Buscar o inexistente
Patinar na lama
Nas fezes
Eis a pantomima ridícula dos mestres

Cansado da epistemologia pífia dos acadêmicos
Do manuseio de decassílabos
Dos malabarismos dialéticos que dão em nada

Talvez haja um salto na sabedoria do humano
Quando o “homem” se tomar consciência de que é
“Homo” nunca “sapiens...
O “nada existe” por que é simplesmente esta pasmaceira
Que chamam de vida,
Negar o nada é negar a vida...
Tudo e todo coexistem dentro do “nada”(leia-se vida)
O resto é só consequência fútil de tolos pretensiosos

15-12-2000







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