reverbera
trinca
evapora
a falência se anuncia
insista
corra
agarre
traga-me três porções
de ócio
ânsia
e saudade
apague minhas páginas
não mereço a "eternidade"
tripudia
ignora
vomita
desordem se alastra
incansável e corrói
sem sonho
sem dor
sem paz
nada, nada, nada!
01-02-2007
sábado, 12 de maio de 2007
grades em tudo
vozes em todas as coisas
olhos faceiros
lábios maviosos
quem vê aquilo que vê
sentir é sentir?
a forma se desprende
e derrete metamorfoseando-se em outros
ferida intransponível
mixórdia ruidosa
timbres penetrando
a mente cansada
outrora sem nojo
neste momento
é pura indefinição
ocaso supremo...
1-02-2007
vozes em todas as coisas
olhos faceiros
lábios maviosos
quem vê aquilo que vê
sentir é sentir?
a forma se desprende
e derrete metamorfoseando-se em outros
ferida intransponível
mixórdia ruidosa
timbres penetrando
a mente cansada
outrora sem nojo
neste momento
é pura indefinição
ocaso supremo...
1-02-2007
agora a palavra trava.
não importa o que faça
luz apagada
folha seca
cochichos
olhos sonolentos
nenhuma sílaba
sequer um vírgula
mesa vazia
vegetação escalando paredes
mandalas
nenhum ponto
raiz
ontem foi um berro
disforme
líquido
atordoante
é uma pena não poder
berrar na página
agora paralisia
esmorecimento semântico
quem destrincha?
palavra-víscera
palavra-injúria
palavra-náusea
emudeça
a palavra é que
nos pronuncia
noite - 31-01-2007
não importa o que faça
luz apagada
folha seca
cochichos
olhos sonolentos
nenhuma sílaba
sequer um vírgula
mesa vazia
vegetação escalando paredes
mandalas
nenhum ponto
raiz
ontem foi um berro
disforme
líquido
atordoante
é uma pena não poder
berrar na página
agora paralisia
esmorecimento semântico
quem destrincha?
palavra-víscera
palavra-injúria
palavra-náusea
emudeça
a palavra é que
nos pronuncia
noite - 31-01-2007
a poltrona me recebe
como se eu tivesse
todo o peso do mundo
disco gira
um cochilo me assalta
em meio à melodia
não sinto os pés
e não desepero-me
pois queria ausentar-me de sentir por completo
acordo
sinto ter perdido
mesmo que repetisse não o teria de volta
busco novamente
mas a fuga ignora o meu apelo
deixando-me ao revés do desejo insatifeito
contento-me em minha impotência
aproveito o que resta...
migalhas de vida, dissabores rotineiros
levanto-me
e tal qual zumbi
vazio, morto, irracional encaro o dia
noite - 31-01-2007
como se eu tivesse
todo o peso do mundo
disco gira
um cochilo me assalta
em meio à melodia
não sinto os pés
e não desepero-me
pois queria ausentar-me de sentir por completo
acordo
sinto ter perdido
mesmo que repetisse não o teria de volta
busco novamente
mas a fuga ignora o meu apelo
deixando-me ao revés do desejo insatifeito
contento-me em minha impotência
aproveito o que resta...
migalhas de vida, dissabores rotineiros
levanto-me
e tal qual zumbi
vazio, morto, irracional encaro o dia
noite - 31-01-2007
poucos minutos
tédio vasto
em busca de sangue
ruídos
tessitura crônica do real
daqui vejo aqueles
que resistem ao tempo
que esquecem o peso
aquecer a pele
na frialdade da rotina
reimplanto espaços
e em chávenas de escuridão
alimento a alma sequiosa
páginas, letras; extrema mudez
a tediosa aventura continua
cada vez mais
paredes
poeira
silêncio e
solidão...
noite - 31-01-2007
tédio vasto
em busca de sangue
ruídos
tessitura crônica do real
daqui vejo aqueles
que resistem ao tempo
que esquecem o peso
aquecer a pele
na frialdade da rotina
reimplanto espaços
e em chávenas de escuridão
alimento a alma sequiosa
páginas, letras; extrema mudez
a tediosa aventura continua
cada vez mais
paredes
poeira
silêncio e
solidão...
noite - 31-01-2007
azul, azul de um outro azul, violáceo
verde, incrrivelmente planície;
aqui acima de minha cabeça
gaviões mergulham rumo à terra
e de olhos fechados vibram poderosos
filamentos vermelhos em mandalas pulsantes
longe muito longe voz ecoa
agora o corpo é um riso só
nuvens tomam formas geométricas
faces esmeralda, diamantes explodindo
o firmamento transmuta-se num festim
a brisa torna-se uma ondina lambendo meu rosto
os primeiro levantam-se em busca do arco-íris
eu e ela ainda persistimos na sombra
no fundo do vale o outro busca o inaudito
ele não encontra e seguimos adiante
e na mais alta colina
o crepúsculo estronda cores nunca vista antes
a vida sem disfarçe, a vida nua, vida vida
e no último instante surge Vênus diante de mim
vejo e mostro; eles não vêem
e no antro resoluto do silêncio
contemplo a dádiva que me foi presenteada
sinto espalhar-se por todo o ser imensa felicidade
27-05-2004
verde, incrrivelmente planície;
aqui acima de minha cabeça
gaviões mergulham rumo à terra
e de olhos fechados vibram poderosos
filamentos vermelhos em mandalas pulsantes
longe muito longe voz ecoa
agora o corpo é um riso só
nuvens tomam formas geométricas
faces esmeralda, diamantes explodindo
o firmamento transmuta-se num festim
a brisa torna-se uma ondina lambendo meu rosto
os primeiro levantam-se em busca do arco-íris
eu e ela ainda persistimos na sombra
no fundo do vale o outro busca o inaudito
ele não encontra e seguimos adiante
e na mais alta colina
o crepúsculo estronda cores nunca vista antes
a vida sem disfarçe, a vida nua, vida vida
e no último instante surge Vênus diante de mim
vejo e mostro; eles não vêem
e no antro resoluto do silêncio
contemplo a dádiva que me foi presenteada
sinto espalhar-se por todo o ser imensa felicidade
27-05-2004
mergulho na bruma
deslizo pela noite
sinto que serei eternamente só
e não sinto medo de tal fato
talver renascer
e encarar toda merda de frente
pulsando morte
ejaculando vida
e na malemolência do ócio
canto velhas melodias
arremesso pedras ao léu
à toa tal qual pássaro
é tão estranho
é tão belo
aqui fora
aqui ilimitadamente
busco agora nas forjas do meu ser
pepitas de desprezo
drágeas de insensibilidade
busco armas para não perder de mim o que sobrou
nada importa
o tempo passa
nada depura
o tempo avassala
nada melhor
que xícaras de café amargo
que discos de Hermeto
que a visceralidade de Astor
o mundo já não é mundo
o coração mera quimera
17-02-2003
deslizo pela noite
sinto que serei eternamente só
e não sinto medo de tal fato
talver renascer
e encarar toda merda de frente
pulsando morte
ejaculando vida
e na malemolência do ócio
canto velhas melodias
arremesso pedras ao léu
à toa tal qual pássaro
é tão estranho
é tão belo
aqui fora
aqui ilimitadamente
busco agora nas forjas do meu ser
pepitas de desprezo
drágeas de insensibilidade
busco armas para não perder de mim o que sobrou
nada importa
o tempo passa
nada depura
o tempo avassala
nada melhor
que xícaras de café amargo
que discos de Hermeto
que a visceralidade de Astor
o mundo já não é mundo
o coração mera quimera
17-02-2003
nada peturba
por isto o silêncio
o esmorecer das coisas
a falência dos órgãos
nada dissimula
eis que a merda explode
em delírio real
suspeita euforia
deixo uma parte de mim em tudo
tudo sucumbe
tudo flui
e aquela parte perde-se em meio à outras partes
palavara-serpente
palavra-mágoa
palavra-liberdade
pego a lâmina
desfaço a carne em fiapos
sangue
sangue
muito sangue
labirintos claustrofóbicos
febre vil que avassala
despejo minha merda em qualquer lugar
vomito minha palavra em qualquer pinico
depois um pouco de sono e sonhos terríveis
depois lavar a boca, alimentar-se
e suportar sim!
suportar mais um dia!!!
por isto o silêncio
o esmorecer das coisas
a falência dos órgãos
nada dissimula
eis que a merda explode
em delírio real
suspeita euforia
deixo uma parte de mim em tudo
tudo sucumbe
tudo flui
e aquela parte perde-se em meio à outras partes
palavara-serpente
palavra-mágoa
palavra-liberdade
pego a lâmina
desfaço a carne em fiapos
sangue
sangue
muito sangue
labirintos claustrofóbicos
febre vil que avassala
despejo minha merda em qualquer lugar
vomito minha palavra em qualquer pinico
depois um pouco de sono e sonhos terríveis
depois lavar a boca, alimentar-se
e suportar sim!
suportar mais um dia!!!
reviro as tralhas, cacos;
ecos dardejando contra à minha cabeça...
sob o aspecto vil;
insetos rútilos
monstros fantasmagóricos
estripo-me sob o sol
alimento-me do que há de píor em mim
cuspo no espelho
desejo tudo do avesso
e de cascalho em cascalho
miríades de um mundo perdido
deus morto que ainda agoniza...
esquizofrênico rito celebrando a ausência de fé
indecifrável
monótono
abrupto?
elevo as pupilas rumo ao horizonte
nuvens negras sorrindo
minhas mãos vazias esperam o que não sei
cada instante um estupor caótico
língua que trava, garganta seca, palavra muda
ridículo?
infímo?
sequaz?
no fervor do ódio descubro a ternura
tento um novo caminho
acato velhas idéias
ignoro o que o mundo me presenteia
talvez um réptil venenoso
bravo denominado consciência
fevereiro 2003
ecos dardejando contra à minha cabeça...
sob o aspecto vil;
insetos rútilos
monstros fantasmagóricos
estripo-me sob o sol
alimento-me do que há de píor em mim
cuspo no espelho
desejo tudo do avesso
e de cascalho em cascalho
miríades de um mundo perdido
deus morto que ainda agoniza...
esquizofrênico rito celebrando a ausência de fé
indecifrável
monótono
abrupto?
elevo as pupilas rumo ao horizonte
nuvens negras sorrindo
minhas mãos vazias esperam o que não sei
cada instante um estupor caótico
língua que trava, garganta seca, palavra muda
ridículo?
infímo?
sequaz?
no fervor do ódio descubro a ternura
tento um novo caminho
acato velhas idéias
ignoro o que o mundo me presenteia
talvez um réptil venenoso
bravo denominado consciência
fevereiro 2003
sexta-feira, 11 de maio de 2007
o tempo voa entre os dedos
a vida esmorece tal qual uma planta desprezada
num lampejo a verve pulsa emergindo mofo
crispando a língua em microchoques de delírio irreversível
bichanos brincam na grama
tenho que ter olhos de águia
paciência de monge
energia de um pirralho
mas sei que morrerei brandindo a flâmula da insanidade
abastado sou tomado por doce sonolência
o tempo desmente a verdade
o tempo surge como uma foice cega e enferrujada
agradeço silenciosamente o frio que me abraça os flancos
meu coração está em ebulição a 10 graus negativos
olhando para o futuro
o fel sobe à cabeça
ao meu redor seres digladiam-se
numa pantomima ilusionista em que todos perdem
o que há de melhor
perdem o riso
perdem a vida!
a vida esmorece tal qual uma planta desprezada
num lampejo a verve pulsa emergindo mofo
crispando a língua em microchoques de delírio irreversível
bichanos brincam na grama
tenho que ter olhos de águia
paciência de monge
energia de um pirralho
mas sei que morrerei brandindo a flâmula da insanidade
abastado sou tomado por doce sonolência
o tempo desmente a verdade
o tempo surge como uma foice cega e enferrujada
agradeço silenciosamente o frio que me abraça os flancos
meu coração está em ebulição a 10 graus negativos
olhando para o futuro
o fel sobe à cabeça
ao meu redor seres digladiam-se
numa pantomima ilusionista em que todos perdem
o que há de melhor
perdem o riso
perdem a vida!
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