quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sempre recorrente
abrindo portas
sucumbindo através
de janelas

a infância pulsa
maturidade sofre
a maravilha de ser irresponsável
reduzida a mera lembrança

minha vida pesa
um peso sem medida
e não vale nada
nem moeda, nem ilusão

estraçalha, reluta
destrói, castiga
escorre do nariz
desliza da boca

meu verbo
túmulo eficaz
meu corpo
paraíso de vermes

04-12-08

2 comentários:

Natasha disse...

wow...

bem forte.
e por incrível que pareça,
de certa forma, me sinto assim também.


...ou talvez seja só mais uma ilusão?
quem sabe?

mas eu adorei!^-^

Mirela disse...

Simplesmente foda. Ponto.
Bejo =*