sábado, 2 de junho de 2007

quero estar mas não sei se fecho os olhos e caio na segurança imperceptível do sono
o galo canta
o dia já vem chegando
são horas que voam
é triste ter que acordar, ter que ir sem saber, sentir sem sabor
vômito...
tremedeira...
desespero...
sinto coisas estranhas
fujo mas não adianta
relembro e sofro
desejo devora tudo
a carne sofre
boca amarga...
tensão...
crise...
despencando
perdendo o controle
cada dia o passo é mais rápido
sinto a respiração falhar
vem como quem não quer nada, devagar, sorrateiro, engolindo, mastigando
subo escadas e desmaio!

Um comentário:

Afinando disse...

As vezes acho que você tem um prazer sádico em fazer esses diários da sua alma, ao menos prefiro acreditar que sim. Textos fortes que formam uma couraça interior, impedindo de deixar passar a luz.