quinta-feira, 19 de julho de 2007

cartazes pela cidade anunciam o fim
tatuagens que não fiz preconizam minha fraqueza

louvor e luxúria
imantados num mesmo porvir
caio várias vezes do leito
corrompo todos os escrúpulos
acendo
apago
desmaio

o dinheiro passa em minhas mãos
e sujo do que é mais imundo
prossigo
espero o dia amanhecer
pra esquecer da luz
pra esquecer do desconforto

queimo a língua

cartazes pela cidade tentam falar comigo
faço ouvido de mercador, finjo cegueira!

Um comentário:

O Sentir dos sentidos disse...

Cara!!!!!!!!!!!!
A fúria das tuas palavras...nos transporta para uma realidade bastante crua e nua...realidade que teimamos não "ver".
Adorei!!!!!!!!!!

Beijo,

Ps: Te convido um passeio no meu consentido.com...vem? Espero então...outro beijo.