Saudade
quarta-feira, 18 de maio de 2022
sexta-feira, 6 de maio de 2022
sexta-feira, 30 de julho de 2021
O acalanto do firmamento
beija o solo infestado.
Aqui
Entranha seca
Pele esturricada da lida solar
Do outro lado da porta
O nada de sempre a ser vivenciado.
A pequena janela de luz.
Usina de pensamentos indesejados.
Páginas grudadas pelo mofo
O desejo desliza
No vazio esplêndido da Repulsa
O desejo desliza
No vazio esplêndido da Repulsa
Frio nos pés
Mãos trêmulas
Arrocho
O espelho grita
O espelho grita
A navalha da vida teima.
Viscosa pocilga chamada solidão
Tudo em mim ressoa derrota!
2021
Todo esforço é vão!
O imediato é um ato ilusório.
A espera uma pulsão de incertezas famintas.
Dou dourado banho-me
Dou dourado banho-me
E renovo-me diante do vazio!
Imóvel.
O nó aperta na garganta.
O nó aperta na garganta.
Indiferença.
O ego lambe suas feridas
E acredita numa cura impossível!
Fibrila...
Piora...
Entranha-se!
Desperta sedento.
A fome o devora.
Na jaula invisível o silêncio rosna
Agruras de um porvir muito pior.
2021
2021
terça-feira, 4 de maio de 2021
A margem é o lugar.
A solidão é a dimensão
No cume do nada contempla-se
Um eterno fim.
O grande muro do silêncio expande-se
Célere e indestrutível.
A memória fragmenta-se
Em filigranas de angústia.
O mundo desaba em cântaros
A busca nunca cessa
Cada esforço uma mão vazia que tateia o escuro
Toco meu corpo,
Não sinto nada.
Ouço minha voz
E nada traduzo
O estertor de existir
É insustentável.
Jan - 04/05/2021
terça-feira, 9 de abril de 2019
ENTRE A NÉVOA DO SONO
E A BALBÚRDIA DO AMANHECER
VEM-ME AO PALATO O VERBO REDIVIVO
IGNORO TAL REDUNDÂNCIA...
PALAVRA PERDE-SE EM MEIO
AO REDEMOINHO DA MEMÓRIA
ECO RASTEJA NA PELE SOFRIDA
ROSNA A CAVIDADE EM FAMINTA ÂNSIA
JANELAS QUE SE ESTILHAÇAM
PÉROLAS ATIRADAS AO ERMO
CICATRIZ QUE GRITA TONITRUANTE
LONGE MUITO LONGE REPOUSA OUTRO
QUEM SABE INÉRCIA
REDE AUSTRAL ACALANTANDO O CORPO FEBRIL
QUE JÁ ÚMIDA DE LÁGRIMAS AMEAÇA PARTIR-SE
TUDO INCÓGNITA GROTESCA
ESTRANHA FACE INTEROGADORA
DE PUPILAS VAZIAS E BOCA RÚTILA
SATÉLITE INEXORÁVEL QUE NUNCA SE CANSA
ASPERGINDO GOTAS VENENOSAS
SEMEANDO O PESAR E A LAMÚRIA
SALA VAZIA, SOL A PINO, HÉLICES GIRANDO
APENAS PIORA TAL QUAL UM ESCADA COBERTA DE LIMO
CONDUZINDO DE VOLTA AO FOSSO ORIGINAL
ONDE A VOLTÁICA ENERGIA DA SAUDADE
BANHA OS DIAS COM FERVOROSA DOR.
24-04-09 f. a.
ARTE - jdl 2019
E A BALBÚRDIA DO AMANHECER
VEM-ME AO PALATO O VERBO REDIVIVO
IGNORO TAL REDUNDÂNCIA...
PALAVRA PERDE-SE EM MEIO
AO REDEMOINHO DA MEMÓRIA
ECO RASTEJA NA PELE SOFRIDA
ROSNA A CAVIDADE EM FAMINTA ÂNSIA
JANELAS QUE SE ESTILHAÇAM
PÉROLAS ATIRADAS AO ERMO
CICATRIZ QUE GRITA TONITRUANTE
LONGE MUITO LONGE REPOUSA OUTRO
QUEM SABE INÉRCIA
REDE AUSTRAL ACALANTANDO O CORPO FEBRIL
QUE JÁ ÚMIDA DE LÁGRIMAS AMEAÇA PARTIR-SE
TUDO INCÓGNITA GROTESCA
ESTRANHA FACE INTEROGADORA
DE PUPILAS VAZIAS E BOCA RÚTILA
SATÉLITE INEXORÁVEL QUE NUNCA SE CANSA
ASPERGINDO GOTAS VENENOSAS
SEMEANDO O PESAR E A LAMÚRIA
SALA VAZIA, SOL A PINO, HÉLICES GIRANDO
APENAS PIORA TAL QUAL UM ESCADA COBERTA DE LIMO
CONDUZINDO DE VOLTA AO FOSSO ORIGINAL
ONDE A VOLTÁICA ENERGIA DA SAUDADE
BANHA OS DIAS COM FERVOROSA DOR.
24-04-09 f. a.
ARTE - jdl 2019
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
MAIS UMA PÁGINA
MAIS UM DIA
O SONO COMO DÁDIVA
DELICIOSA FUGA
O VERBO TAL QUAL RESSURREIÇÃO
TATEAR INFANTIL POR VELHAS TUMBAS
QUERIDA MEMÓRIA ATESTANDO
O QUANTO A VIDA É FRÁGIL
VOLÁTIL VAPOR
COR QUE SE PERDE
SOM QUE SE ESQUECE NAS MIRÍADES INDECIFRÁVEIS DA ROTINA
QUEBRO MINHA LÍNGUA
CALO MINHAS MÃOS
FURO MEUS OUVIDOS
E SE MINHA SOMBRA TIVESSE VIDA?
TENHO CERTEZA QUE ME DEIXARIA SÓ
NU RELEGADO AO NADA
ENTREGUE AO ECO TUBERCULOSO DE MINHA TOSSE
AO ESTREMECER FASTÍDICO DE MINHAS MÃOS
AO FENECER DE MEUS GLOBOS OCULARES
E SEU TIVESSE VIDA?
O QUE FARIA?
MAIS UM DIA
O SONO COMO DÁDIVA
DELICIOSA FUGA
O VERBO TAL QUAL RESSURREIÇÃO
TATEAR INFANTIL POR VELHAS TUMBAS
QUERIDA MEMÓRIA ATESTANDO
O QUANTO A VIDA É FRÁGIL
VOLÁTIL VAPOR
COR QUE SE PERDE
SOM QUE SE ESQUECE NAS MIRÍADES INDECIFRÁVEIS DA ROTINA
QUEBRO MINHA LÍNGUA
CALO MINHAS MÃOS
FURO MEUS OUVIDOS
E SE MINHA SOMBRA TIVESSE VIDA?
TENHO CERTEZA QUE ME DEIXARIA SÓ
NU RELEGADO AO NADA
ENTREGUE AO ECO TUBERCULOSO DE MINHA TOSSE
AO ESTREMECER FASTÍDICO DE MINHAS MÃOS
AO FENECER DE MEUS GLOBOS OCULARES
E SEU TIVESSE VIDA?
O QUE FARIA?
25/05-2004 - 22:15 - RJ
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