terça-feira, 15 de janeiro de 2008

um tropeço nas bordas da aurora
desliga-se do mundo
das essências maviosas
ruminação cruel
infeliz
simplório

e na ressaca
quando tudo derrete
em rios de dor e ruína
transcendo
o poço través do fundo
cada vez mais
ínfimo
ímpio

serpente ácida
enroscando-se
cicatrizando-me

agarro o dia com as mãos
e o que resta não passa de uma farpa
fincada entre os dedos
palavra alquebrada
pássaro esquálido

ouça o trote inaudível da morte
chegando
chegando
chegando....

Um comentário:

Pedro Monteiro disse...

Muito bem meu senhor!
Todo trabalho que provoca o pensamento deve ser divulgado
para assim, cumprir seu legítimo papel.