quarta-feira, 16 de abril de 2014

Imensa página branca
correnteza insana
abarcando as coisas
mínima consequência viva

estrada sinuosa
cavalos mortos
retrospecto sinistro e infeliz
rútila comemoração abobalhada

migalhas ao ouvido
facas na barriga
vermes que transitam céleres
reinam soberbos na cachola avariada

a escolha é fatal
o destino algo infame
desmontando-se abraça a ruína
no caco do caco renega a vida

pagar por algo sem valor
receber o troco sem motivo
acordar imóvel preso `a nada
a memória cruel e incansável

06/06/2011

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Silêncio.
Daqui os caixões parecem
perfeitos em sua imobilidade.

Sussurro.
Cansaço de eras
explode no lombo.

A alegria
essa coitada,
morreu.

11/06/2012
Vem cidreira bendita
Apaziguar o que não se acalma.

Refrescar
as cicatrizes que não fecham

E nunca
podem ser vistas!

11/06/2012
Pancadas.
Gotas.

Feras que rugem
pelas ruas.

Páginas esquecidas.
Vermes que gritam aqui dentro!

11/06/2012
Ela jaz em silêncio.
Contemplo.

Sinto.
O tempo como um imã.

Avida tal qual
Imbróglio se renova.

Sem chance.
Sem Força!

11/06/2012
Luzes se apagam
o frio avança

um resquício de alegria
paira...

a lâmina mais uma vez
canta um cântico de dor.

e como dói!

11/06/2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ela diz

"Quero chuva, quero álcool e que venha a ressaca!"

Eu digo

"Vem, se não chover,  jogo baldes de água para o alto, farei chover pra ti.

06/06./2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Bom dia.
Silêncio.

Água fervendo.
Boca amarga.

Cicatrizes teimam
em cantar velhas melodias.

Nem morto.
Nem vivo.

Quase um vegetal.
Sombra.

31-05-2012...manhã

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ah!

O arrepio da emoção
transporta a lágrima.

Mas a fleuma
impede o transbordo.
Assim

Mergulharei de vez
nas Nostalgia
24/05/2012
A superação
alimenta-se da crise!

Num ciclo indelével
o signo da destruição é mister!

Corroa!

Purifique!

Contamine-se!

Portas abertas.
Osso!

24/05/2012