quarta-feira, 23 de maio de 2012

Café numa chávena negra.
A tarde prolonga-se em modorra.

Sangue que pesa.
Mente repleta ao ponto da inutilidade.

Esperar
é o que resta.

23/05/2012
A harpia abre suas asas!

O bafo do azar
ronda os calcanhares!

Sigo mesmo sem sabe
se tenho forças!

Sigo!

Lembro do pesadelo.
Lembro da vida...

23/05/2012
O Sol desponta na província,
Luz para alumiar o estrago.

Luz pra caminhar
sobre os destroços.

Luz para contemplar
a incerteza do futuro!

23/05/2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

sono.
mortandade.

assim tem sido os dias.

mesmo que tudo seja rápido.
mesmo que a luz inunde tudo.

 peso.
 passo no escuro.

 taquicardia!

17/05/2012

terça-feira, 4 de outubro de 2011

em meio à escuridão do labirinto
fios dourados resplandecem
como a guiar o perdido ao caminho certo

ao tocá-los
tudo se apaga
nova parede surge.
eis que a noite chega com seu manto aliviador
rumo ao leito
duro frio e empoeirado

ouvindo
a estática do rádio
engulo
meus pesadelos!
obnubilado
passo lentos,

a dádiva como se desaparecesse
a chama da dor cavando fundo,

o ápice
mãos vazias

lembrar e ruir
o caos como prêmio
e o que resta?

a lâmina cega
isqueiro vazio,

um eco que beira náusea
imagem refletida ao infinito

na luz mortiça da ressaca
tosse
desolação
a palavra do poeta
repete-se na cabeça

combalido pelo delírio
não sei que rumo tomar

atiçado pela lembrança
que ainda vibra na pele
calo-me
tudo jaz
até que algo perturba a planície
afasta o pó ancestral,

faz do simples
um mundo de miríades fabulosas,

e a vitrine embaçada
acalma