sexta-feira, 6 de maio de 2022

Os magnetos tão do avesso! 

Cabeça a mil por hora e na paralisia física. 


O horizonte permanece inalterado

Na busca ávida a vida se dilui...

Cotidiano moribundo


A máquina trava

O tempo inabalável persiste solitário!


N.S. Do Socorro - Maio - 2022




sexta-feira, 30 de julho de 2021

O acalanto do firmamento 
beija o solo infestado.
Aqui 
Entranha seca
Pele esturricada da lida solar
Do outro lado da porta
O nada de sempre a ser vivenciado.

A pequena janela de luz.
Usina de pensamentos indesejados.
Páginas grudadas pelo mofo
O desejo desliza
No vazio esplêndido da Repulsa 

Frio nos pés
Mãos trêmulas
Arrocho
O espelho grita

A navalha da vida teima.
Viscosa pocilga chamada solidão
Tudo em mim ressoa derrota!

2021

No intervalo brusco da fantasia 
transito no ocaso.

No vazio do presente 
a incerteza do futuro massacra e corrói

Tudo é mancha,
Frame Perdido,

A esperança de um 
é a esplêndida desgraça do outro,
Vice-versa.

E inadequado atiro nos pés 
Para caminhar no mercado em pleno meio-dia.

26/maio/2021 - noite





 A espera converte-se em automutilação imaginária.
Querem vencê-lo pelo cansaço.
Ridículas vozes explodem esperança
No campo minado da consciência!

Falha
Fenda
Brecha
Abismo
Espelho 
Queda!

Acorde.
Decepicione-se mais e mais!
Belisque a pele até sangrar
Sem caminho
Sem chão.
Vazio!

2021


Todo esforço é vão!
O imediato é um ato ilusório.
A espera uma pulsão de incertezas famintas.
Dou dourado banho-me
E renovo-me diante do vazio!

Imóvel.
O nó aperta na garganta.
Indiferença.
O ego lambe suas feridas 
E acredita numa cura impossível!
Fibrila...
Piora...
Entranha-se!

Desperta sedento.
A fome o devora.
Na jaula invisível o silêncio rosna
Agruras de um porvir muito pior.

2021

LIBERDADE

ILUSÃO

MENTIRA

FANTASMAGORIA


DÓI 

VAI 

SILENCIA

FRIO

AQUI NUNCA

ALI SEMPRE

ESQUECE

NÃO-VIVE´


RUÍNADESTROÇO

ESCÓRIA

VILIPÊNDIO

AGRURA TORPOR

INDIFERENÇA

DESTROÇO


CRAVA

REPELE

ESTREMECE

ACABA SEM ACABAR

CONTINUA

SEM FLUXO 

SEM VIDA

SOB O SOL

ESPERANDO O VAZIO

2021


 


terça-feira, 4 de maio de 2021

A margem é o lugar. 

A solidão é a dimensão

No cume do nada contempla-se

Um eterno fim.

O grande muro do silêncio expande-se

Célere e indestrutível.

A memória fragmenta-se

Em filigranas de angústia.


O mundo desaba em cântaros 

A busca nunca cessa

Cada esforço uma mão vazia que tateia o escuro

Toco meu corpo,

Não sinto nada.

Ouço minha voz

E nada traduzo


O estertor de existir 

É insustentável.


Jan - 04/05/2021


terça-feira, 9 de abril de 2019


ENTRE A NÉVOA DO SONO
E A BALBÚRDIA DO AMANHECER
VEM-ME AO PALATO O VERBO REDIVIVO
IGNORO TAL REDUNDÂNCIA...
PALAVRA PERDE-SE EM MEIO 
AO REDEMOINHO DA MEMÓRIA

ECO RASTEJA NA PELE SOFRIDA
ROSNA A CAVIDADE EM FAMINTA ÂNSIA
JANELAS QUE SE ESTILHAÇAM
PÉROLAS ATIRADAS AO ERMO
CICATRIZ QUE GRITA TONITRUANTE

LONGE MUITO LONGE REPOUSA OUTRO
QUEM SABE INÉRCIA
REDE AUSTRAL ACALANTANDO O CORPO FEBRIL
QUE JÁ ÚMIDA DE LÁGRIMAS AMEAÇA PARTIR-SE

TUDO INCÓGNITA GROTESCA
ESTRANHA FACE INTEROGADORA
DE PUPILAS VAZIAS E BOCA RÚTILA
SATÉLITE INEXORÁVEL QUE NUNCA SE CANSA
ASPERGINDO GOTAS VENENOSAS
SEMEANDO O PESAR E A LAMÚRIA

SALA VAZIA, SOL A PINO, HÉLICES GIRANDO
APENAS PIORA TAL QUAL UM ESCADA COBERTA DE LIMO
CONDUZINDO DE VOLTA AO FOSSO ORIGINAL
ONDE A VOLTÁICA ENERGIA DA SAUDADE
BANHA OS DIAS COM FERVOROSA DOR.

24-04-09 f. a.
ARTE - jdl 2019

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018


MAIS UMA PÁGINA
MAIS UM DIA
O SONO COMO DÁDIVA
DELICIOSA FUGA
O VERBO TAL QUAL RESSURREIÇÃO 
TATEAR INFANTIL POR VELHAS TUMBAS
QUERIDA MEMÓRIA ATESTANDO
O QUANTO A VIDA É FRÁGIL
VOLÁTIL VAPOR
COR QUE SE PERDE
SOM QUE SE ESQUECE NAS MIRÍADES INDECIFRÁVEIS DA ROTINA
QUEBRO MINHA LÍNGUA
CALO MINHAS MÃOS
FURO MEUS OUVIDOS
E SE MINHA SOMBRA TIVESSE VIDA?
TENHO CERTEZA QUE ME DEIXARIA SÓ
NU RELEGADO AO NADA
ENTREGUE AO ECO TUBERCULOSO DE MINHA TOSSE
AO ESTREMECER FASTÍDICO DE MINHAS MÃOS
AO FENECER DE MEUS GLOBOS OCULARES
E SEU TIVESSE VIDA?
O QUE FARIA?
25/05-2004 - 22:15 - RJ

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

VOZES DERRETEM
NA CABEÇA.
RARAMENTE O SILÊNCIO.
CONSTANTE ALGARAVIA.

SINTO. IMPLODO.
TUDO INÚTIL...
TUDO SOBRE CONTROLE.
TRAVADO. ENGASGADO...

HORAS SOLITÁRIAS.
ESPERA SUICIDA
MORRE MAS PERMANECE
VIVE MAS RECUSA.

novembro - 2018