quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sempre recorrente
abrindo portas
sucumbindo através
de janelas

a infância pulsa
maturidade sofre
a maravilha de ser irresponsável
reduzida a mera lembrança

minha vida pesa
um peso sem medida
e não vale nada
nem moeda, nem ilusão

estraçalha, reluta
destrói, castiga
escorre do nariz
desliza da boca

meu verbo
túmulo eficaz
meu corpo
paraíso de vermes

04-12-08

2 comentários:

  1. Anônimo16:28:00

    wow...

    bem forte.
    e por incrível que pareça,
    de certa forma, me sinto assim também.


    ...ou talvez seja só mais uma ilusão?
    quem sabe?

    mas eu adorei!^-^

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  2. Anônimo22:20:00

    Simplesmente foda. Ponto.
    Bejo =*

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